Para o Ministério Público, Isolda buscou manter o mesmo ‘sistema de ilegalidades’ no MCJ 2015


As investigações da Operação Anarriê, deflagrada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) na última quinta-feira (17), não se limitou às edições 2013 e 2014 do Mossoró Cidade Junina. A edição do ano passado também passa por apuração e deve ter desdobramentos após os depoimentos das pessoas investigadas e a perícia do material apreendido (documentos e aparelhos eletrônicos).

A princípio, o MPRN afirma que a ex-secretária municipal de Cultura, Isolda Dantas, buscou, em 2015, manter o mesmo ‘sistema de ilegalidades’ praticado em 2013 e 2014.

Para o MPRN, há elementos de prova que indicam a participação de Isolda na organização criminosa no Mossoró Cidade Junina 2014. Áudios, de diálogos entre o ex-secretário de Cultura, Gustavo Rosado, e o empresário Tácio Garcia, apontados como chefes do esquema, atestariam o envolvimento de Isolda, atual secretária executiva de Cultura de Mossoró.

Confira trecho de um dos áudios:
áudio



Pesam contra Isolda as seguintes acusações:
Recebimento de valores pela autorização indevida e desordenada do uso do solo no Pingo da Mei Dia 2015;
Elaboração de planilhas com nomes de servidores do Município para o recebimento de valores indevidos;
Realização de contratações diretas e pessoais sem a intermediação da empresa Ferdebez, vencedora da licitação do MCJ 2015.
“Pelos elementos colhidos até aqui, percebe-se que a ex-secretária de Cultura do Município mantém os mesmos vícios e ilegalidades cometidas ao longo de anos no órgão municipal, praticando, com isso, diversos ilícitos”, destaca o MPRN ao justificar o pedido de condução coercitiva para Isolda Dantas.

A operação Anarriê resultou, a princípio, na prisão de seis pessoas. Quatro ainda estão presas: Gustavo Rosado e José Kleber Ferreira da Silva, na CDP de Apodi; e Fátima Gondim e Kassya Mayara, na Penitenciária Agrícola Mário Negócio. Riomar Mendes foi solto por um pedido de liberdade feito pelo próprio MPRN em razão da colaboração que ele deu às investigações, e Tácio Garcia está internado no Hospital Wilson Rosado.

Outras seis pessoas foram conduzidas coercitivamente para prestar depoimento na sede do MPRN em Mossoró: Kelly Tandriany de Sousa Ramos, Clézia Barreto, Isolda Dantas, Oberi Penha, Karume Nascimento e José Medeiros Neto.

Segundo o MPRN, até o presente momento, os valores desviados dos cofres do Município de Mossoró, diante da execução do Mossoró Cidade Junina, nos anos de 2013 e 2014, contabilizam o montante de R$ 2.077.709,81.

Fonte: Blog do Magnos
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