Agentes penitenciários do RN decidem suspender greve


Os agentes penitenciários do Rio Grande do Norte decidiram suspender o movimento grevista marcado para começar neste sábado, 09 de julho. A decisão foi tomada após reunião com o Governo do Estado, no final da tarde da sexta-feira, 08 de julho, quando foi apresentada contraproposta em resposta à pauta de reivindicações da categoria.

A chefe do Gabinete Civil, Tatiana Mendes Cunha, apresentou aos agentes penitenciários propostas referentes a três pontos da pauta. Ela disse que a aplicação dos quinquênios e o salário base será paga, bem como o retroativo de janeiro a julho, mas somente no mês de setembro.

O Governo também se comprometeu de garantir aos agentes um auxílio fardamento. No entanto, o valor sugerido pelo Gabinete Civil, juntamente com a Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Sejuc) e a Secretaria de Administração (Seplan) é diferente do que foi proposto pelos agentes penitenciários. A proposta do Governo é o valor de R$ 1.500 a ser pago parcelado.

“Outro ponto que gerou impasse entre a pauta e o que foi apresentado pelo Governo é questão das horas extras dos agentes penitenciários. O Governo sugeriu pagar o mesmo valor das DOs”, comenta a presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindasp-RN), Vilma Batista.

Em relação à atualização dos níveis, conforme consta no Estatuto da categoria, o Gabinete Civil propôs criar uma comissão, comandada pela Sejuc, para que seja definido o percentual e posterior efetivação. Tal comissão contará com a participação do Sindasp-RN. Já sobre perdas salariais, o Governo alegou que, assim como tem dito a outras categorias, que só poderá negociar na segunda quinzena de agosto.

A presidente do Sindasp-RN ressalta que a categoria continua em estado de greve para acompanhar o andamento das negociações. “A luta continua, não vamos desistir, foi um passo dado, mas há muitos outros a serem percorridos. Por isso, precisamos da união de todos, para que possamos conseguir vencer. Os agentes penitenciários têm que ser valorizados para que possam sair dessa crise financeira que assola a categoria e é maior que a do Estado”.


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