Funcionários denunciam problemas no Hospital da Mulher


Mossoró está passando por uma situação muito grave na saúde pública, com superlotações e situações desumanas de trabalho. No Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, os médicos denunciam a falta de estrutura para que ele continue funcionando, chegando a faltar utensílios simples, como luvas para os procedimentos.

O médico ginecologista e obstetra Emanoel Nobre, que é o delegado do Conselho Regional de Medicina, informou que o hospital praticamente não tem condições de funcionar. “A situação do Hospital da Mulher é bem crítica, nós estamos passando por um momento em que o Governo Estadual não está investindo em utensílios básicos para que o hospital se mantenha em funcionamento”, declarou.

O médico disse ainda que os problemas na saúde não se restringem apenas ao Hospital da Mulher, como também em outras unidades do município. “A superlotação dos hospitais é uma triste realidade que a população de Mossoró tem que conviver. O Hospital Regional Tarcísio Maia é um exemplo bem claro de falta de cuidado com a saúde do nosso estado. Ele está sucateado e a falta de investimento no HRTM tem provocado a superlotação dos demais centros de atendimento”, explicou Emanoel Nobre.

Servidores que trabalham no Hospital da Mulher informaram que faltam luvas para poder trabalhar, além do fato de equipamentos para higienização dos utensílios estarem sem funcionar. “A gente tem que pedir luvas emprestadas de outras unidades porque aqui na unidade não tem. Ou seja, um utensílio simples para os procedimentos a unidade não tem”, disse uma funcionária.

O médico obstetra complementou a denúncia, afirmando que é uma pena um hospital tão importante para Mossoró e região ser esquecido pelo poder púbico e estar prestes a fechar as portas porque não tem mais condições de funcionamento. “O Hospital da Mulher tem uma importância muito grande para Mossoró e região, porque é o único centro de referência em partos de alta complexidade. É realmente uma pena um hospital com tamanha estrutura ser esquecido pela população”, disse.

Com informações Jornal de Fato
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