Forças estaduais começam a substituir tropas federais no RN


O secretário estadual da Segurança Pública do Rio Grande do Norte, Ronaldo Lundgren, recebeu a imprensa nesta segunda-feira (22), na sede da Secretaria, em Natal, e explicou quais serão os próximos passos a serem tomados pelas forças de segurança do estado após o fim da operação que contou com a participação das tropas federais na Região Metropolitana. Nesta terça (23), o Exército, a Marinha e Aeronáutica encerram suas ações, iniciada no dia 4 de agosto, a fim de coibir os atos de vandalismo, iniciados com a instalação de bloqueadores de celulares no Presídio Estadual de Parnamirim (PEP), em apoio ao Governo do Estado. 

Agora, a Polícia Militar reassumirá o controle de pontos que estão sendo ocupados pelos militares federais. “Existe um Plano de Substituição já elaborado onde a PM começa a reassumir esses locais já no início desta terça, como os corredores turísticos e de transportes públicos, áreas comerciais e bancárias e no aeroporto de São Gonçalo do Amarante”, explicou Ronaldo Lundgren. 

O secretário também fez um balanço positivo da ‘Operação Guardião’, desencadeada para um maior controle do sistema prisional. “Consideramos a operação um sucesso. Com a vinda das Forças Armadas, conseguimos retomar a normalidade em nossa cidade e permitir que as nossas políciais realizassem diversas prisões de pessoas envolvidas com esses atos. Mostramos que o Estado é mais forte”, afirmou. 

Por fim, Ronaldo Lundgren disse que já existe um planejamento para a instalação de bloqueadores em outras unidades prisionais do RN e ainda frisou que pode pedir o apoio da Força Nacional. “No momento oportuno, se houver necessidade, o governador Robinson Faria irá solicitar o apoio da Força Nacional, que irá fazer um trabalho tão bom quanto o que foi feito pelas Forças Armadas”. 

Das 112 pessoas conduzidas às delegacias do estado do RN por suspeita de envolvimento em atos de vandalismo, 83 permanecem detidas. Outras 29 pessoas tiveram prisões relaxadas pela Justiça ou foram liberadas por falta de materialidade ou continuam sendo investigadas. Ao todo 91 procedimentos foram instaurados durante a operação.
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