Sem vigilantes há cinco dias, pacientes e servidores do HRTM temem atentados


O Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró, também foi afetado pela suspensão no serviço de vigilância às unidade de saúde do Estado e está há cinco dias sem segurança armada. Na tentativa de controlar o fluxo de entradas e saídas da unidade, servidores estão se revezando na segurança, porém, o temor é que, com o hospital desprotegido, pacientes, acompanhantes e trabalhadores sejam alvo de atentados.

Maior hospital do interior do Estado, o HRTM recebe pacientes de mais de 60 municípios, incluindo pessoas envolvidas em casos de violência, como criminosos feridos, que podem ser alvo de atentados dentro da unidade, pondo em risco ainda a vida de outros pacientes, dos acompanhantes e dos servidores.

“Eram quatro seguranças armados por turno no Hospital. Desde que o serviço foi suspenso, alguns servidores têm ajudado no controle da entrada e saída. Porém, ainda assim, estamos inseguros e até agora não recebemos nenhuma previsão de quando os vigilantes voltarão”, informa a assessoria do Hospital.

Por precaução, a direção do HTRM fechou todas as portas de acesso a unidade até que os vigilantes voltem, apenas a entrada de pacientes permanece aberta.

Os vigilantes que trabalham nas unidades hospitalares do Estado estão em greve por causa do atraso de quatro meses no pagamento por parte da empresa que presta o serviço ao Governo.

Nesta terça-feira passada, 23 de agosto, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) definiu uma nova empresa para prestar os serviços de vigilância armada em caráter emergencial nas unidades de saúde do RN. A vencedora foi a Interfort Segurança de Valores Ltda, contratada por 180 dias por R$ 9.189.671,76. Porém, até esta segunda-feira, 29, os vigilantes da nova empresa ainda não começaram a atuar.
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