Acusado de matar cinegrafista da TCM é condenado a 20 anos de prisão


O juiz Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros condenou nesta terça-feira (13) o réu Silas Domingos de Oliveira, acusado pela morte do cinegrafista José Lacerda, da emissora TCM, em Mossoró, no Oeste potiguar. Silas Domingos foi condenado a 20 anos de prisão em regime fechado. Lacerda, que era amigo do condenado, foi assassinado em 2014. Ele tinha 50 anos.

Na decisão, o juiz acatou a tese da promotoria de que o caso se trata de um homicídio qualificado. Para estabelecer a pena, o juiz considerou ainda que o crime foi cometido por motivação fútil e que o acusado e vítima eram amigos.

Lacerda, como era mais conhecido no meio profissional, tinha mais de 20 anos de experiência e há 11 trabalhava como repórter cinematográfico da TV Cabo Mossoró, a TCM. O cinegrafista deixou mulher e dois filhos pequenos do segundo casamento, e outros quatro filhos maiores de idade do primeiro relacionamento.

"A morte do nosso companheiro deixa uma lacuna dolorosa e um profundo sentimento de tristeza em toda a imprensa do RN. Esperamos que a Justiça e as autoridades competentes possam esclarecer as circunstâncias do crime e punir os responsáveis", disse a emissora em nota divulgada à época do assassinato.

Tentativa de fuga

Preso na Penitenciária Agrícola Dr. Mário Negócio, lá mesmo em Mossoró, Silas tentou fugir na manhã desta segunda. Ele e outros dois detentos usaram uma 'teresa' (corda improvisada com lençóis) para pular o muro da unidade, mas foram impedidos pelos agentes penitenciários que estavam de plantão. Os outros dois presidiários foram identificados como Weverton Almeida Gomes e Alisson Franklin Lima dos Santos. O trio vai responder a um processo administrativo por tentativa de fuga.

O crime

Silas Domingos de Oliveira foi preso quatro dias depois do crime. Amigos, ele e Lacerda haviam saído juntos para beber. Na volta para casa, o cinegrafista teria reclamado da forma como Silas dirigia o carro, o que causou uma discussão entre os dois. Silanes Rodrigues da Silva, irmão de Silas, estava junto e chegou a ser indiciado pelo delegado como coautor do homicídio, mas o MP entendeu por não denunciá-lo e ele foi citado apenas como testemunha, logo sendo posto em liberdade.

"Eles chegaram a trocar agressões dentro do carro. Depois disso, Silas parou o veículo, agrediu e atirou em Lacerda", contou o delegado Clayton Pinho, na época titular da Delegacia de Homicídios de Mossoró. “Foi uma motivação fútil, um crime frio e cruel", acrescentou. Lacerda ainda foi socorrido com vida pelo Samu, mas morreu ao dar entrada no Hospital Regional Tarcísio Maia.

De acordo com o delegado, quando Silas chegou em casa ainda conversou com a mulher de Lacerda. "Como eles eram vizinhos, a mulher do cinegrafista estava na calçada e perguntou pelo marido. E Silas respondeu que ele estava chegando", detalhou o delegado.
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