Alunos de 19 comunidades rurais de Mossoró são prejudicados pela falta de transporte


O micro ônibus que leva os professores de Mossoró para dar aulas na Escola Estadual Gilberto Rola, na comunidade da Maisa, Zona Rural de Mossoró, está quebrado, mais uma vez. Devido ao problema com o veículo, as aulas estão suspensas há mais de duas semanas para os alunos de 12 comunidades rurais na região. Estudantes de outras sete comunidades, fora da região da Maisa, também têm sido prejudicados pela falta de transporte.

Após passar uma semana sem funcionar, o veículo, que havia sido consertado na semana passada, voltou a apresentar problemas no dia seguinte ao retorno das aulas.

Os alunos que dependem do transporte para chegarem à escola, quilômetros distante das comunidades, reclamam ainda da insuficiência de ônibus para transportá-los até a Maisa.

“O ônibus que levava os alunos de alguns assentamentos quebrou. Com isso, como não tem ônibus reserva, os alunos de parte dos assentamentos da região tem de dividir o mesmo ônibus, que já é pequeno. Além do perigo de andar em um ônibus superlotado, ainda acabamos demorando mais para chegar em casa porque a rota aumentou. Quando chego em casa já são quase 23h”, conta a agricultora Francisca Lucineide.

Além dos alunos da região da Maisa, estudantes de escolas situadas na zona urbana, mas que moram na zona rural, também estão sendo prejudicados pela falta de transporte escolar. Falta ônibus para levar os alunos das comunidades de Coqueiro, Lajedo, Arisco, Alagoinha, Bom Destino, Senegal e Oiticica.

Questionada sobre o problema com o transporte dos professores, a 12ª Diretoria Regional de Educação Cultura e Esportes (Dired) que o veículo da Maisa foi encaminhado para a oficina e que deve voltar a circular em breve e que os conteúdos perdidos serão repostos.

Alunos organizam protesto contra fala de transporte escolar

Unidos pela falta de transporte escolar, estudantes de diferentes escolas estaduais e de comunidades rurais distintas realizam na terça-feira, 06 de setembro, protesto contra o que classificam como abandono à educação e desrespeito aos direitos dos jovens. O ato está marcado para começar às 8h na Praça do Pax, no Centro, de onde os estudantes, pais e professores seguirão em caminhada até a sede da Dired.


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