Servidores protestam contra o fechamento do Hospital da Mulher

Servidores do Hospital da Mulher realizam caminhada contra fechamento da unidade

Uma caminhada em protesto pelo não fechamento do Hospital da Mulher Maria Parteira Correia foi realizado na manhã desta sexta-feira, (07), onde envolveu diversas entidades e servidores da unidade.

Os manifestantes se concentraram em frente a unidade hospitalar e caminharam até a II Unidade Regional de Saúde Pública (II Ursap). Na saída, os presentes realizaram um abraço simbólico no prédio que abriga o hospital.

Várias pessoas se mostraram insatisfeitas com a possibilidade de fechamento do hospital e fizeram discursos fortes contra o atual governo. Diversos cartazes pediam para que a unidade não feche as portas.

De acordo com a enfermeira, Patrícia Helena, apenas a UTI Neo está funcionando, enquanto que partos e cirurgias não estão sendo realizadas.

“O clima dos servidores e funcionários do hospital é de revolta. Não estamos sabendo de nada e o que ficamos sabendo é que pela imprensa. Os partos e cirurgias não estão sendo feitas e somente a UTI Neo está aberta”, disse Patrícia que ainda relatou que o hospital passa por desabastecimento.

Os servidores e o Sindicato dos trabalhadores em Saúde, regional de Mossoró tem denunciado o desmonte, desabastecimento e a transferência dos equipamentos para a Casa de Saúde Dix-Sept Rosado.

“O governo já cortou água, comida, material de limpeza básico. E agora, autoriza a retirada de equipamentos cirúrgicos, berços e leitos infantis, relata o sindicato.

O processo de desativação do Hospital da Mulher foi iniciado em 2015, com o esvaziamento da unidade. Na época, os funcionários denunciaram na imprensa, mas o governador Robinson Faria (PSD) garantiu que o hospital não seria fechado. O processo, porém, não foi estancado.
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