Cotidiano

Descaso da gestão Silveira provoca 'destruição' do Corredor Cultura de Mossoró


Um dos principais símbolos mossoroenses, o Corredor Cultural está sendo degradado aos poucos, devido à falta de manutenção por parte das gestões municipais. Localizado na Avenida Rio Branco e inaugurado em 2007, o Corredor engloba os principais pontos turísticos do município, além da diversidade de bares e restaurantes que existem no local.

Desde que foi inaugurada, a obra não passou mais por reparos e está se degradando em consequência da ação do tempo e da falta de cuidado da população e dos gestores. Os relatos de insegurança, devido à falta de iluminação, e de desinteresse pelo local, já que está descuidado e sujo, são muitos e vêm aumentando com o passar do tempo.

A vendedora Luciana Silva informou que, muitas vezes, deixa de visitar a Praça de Convivência, local de destaque no Corredor Cultural, devido o mau cheiro, já que no local existe a predominância de lixo e esgoto.

“Quando foi inaugurada, a Praça de Convivência era um dos principais locais de Mossoró, já que abriga uma grande quantidade de bares e restaurantes, além de ser um local bem democrático. Mas, atualmente, o local está muito sujo, sem manutenção e, nas mediações, existe uma quantidade grande de lixo e esgoto. Em alguns locais não tem mais como comer porque o mau cheiro é muito forte”, disse Luciana.

Ela falou também que a parte estrutural da praça está deixando muito a desejar porque os banheiros estão sem manutenção, alguns sem portas e com vasos quebrados. Parte do piso está sem cerâmica e a sujeira na calçada é perceptível para a população.

A queda no movimento na praça vem acontecendo há alguns anos, fato que provocou o fechamento de alguns restaurantes. “Eu lembro que quando chegávamos naquela praça não tinha local para sentar. Infelizmente, a realidade hoje é bem diferente, já que alguns restaurantes fecharam e o clima de animação do local não é mais o mesmo”, disse Luciana Silva.

A vendedora reclamou também da falta de iluminação nas mediações da Praça da Convivência e do Memorial da Resistência. Luciana alegou que, devido à dificuldade de encontrar estacionamento no local, muitas vezes precisa estacionar nas ruas próximas do Corredor Cultural.

“Eu me sinto bastante insegura quando preciso estacionar um pouco mais distante da praça, que é um local bastante movimentado. Sempre procuro estacionamento próximo, mas nem sempre encontro, aí tenho de recorrer às ruas próximas, que não são muito iluminadas”, lamentou.

População reclama de abandono

O Corredor Cultural de Mossoró engloba praça de alimentação, teatro, praças para práticas esportivas e o Memorial da Resistência, que conta, por meio de fotos, a história da resistência dos mossoroenses ao bando de Lampião. A proposta do Corredor é integrar uma série de atrações turísticas em um corredor localizado no centro da cidade.

No entanto, com a falta de manutenção da estrutura, essa ideia está se perdendo e fazendo que os mossoroenses procurem outra forma de divertimento. As reclamações da população sobre o abandono de um dos símbolos de Mossoró são cada vez mais constantes.

Calçadas esburacadas, paredes sem cerâmica, piso muito sujo, lixo acumulado e esgoto a céu aberto são algumas das queixas dos mossoroenses que percorrem a Avenida Rio Branco, onde fica localizado o Corredor Cultural.

“É triste ver um patrimônio como esse, que teve tanto investimento, ser abandonado desse jeito. Não temos mais coragem de apresentar a cidade a alguém que vem de fora, porque ele vai encontrar calçadas com buracos e esgotos, onde deveria encontrar beleza e cultura”, disse o professor Hugo Eduardo.

O professor lembrou que alguns locais, como a Praça  das Crianças e a Estação das Artes Eliseu Ventania, se tornaram locais bem perigosos para quem transita por lá.

“O parque das crianças está fechado desde o início do ano e nem sempre acendem as luzes que ficam ao redor do local. A Estação das Artes é mal iluminada e o risco de assaltos é muito grande. Infelizmente, tornou-se um perigo andar por esses locais, até porque os números da violência só aumentam no nosso município”, relatou o professor.

Com informações Jornal de Fato

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