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Especialista recomenda aplicações mais rentáveis para dinheiro sacado do FGTS


O trabalhador não deve usar dinheiro do FGTS para pagar dívidas. Esse conselho é da Associação de Educadores Financeiros. Com a notícia de que milhões de pessoas poderão sacar o dinheiro de contas inativas do FGTS, surge a pergunta: o que fazer com essa renda extra?

O governo federal estima que cerca de 86% das contas do FGTS que poderão ser sacadas têm menos de um salário mínimo. Ao todo, são cerca de R$ 30 bilhões e o governo espera aquecer a economia com esses recursos.

A Associação de Educadores Financeiros (Abefin), recomenda que o trabalhador não pague dívidas atrasadas com esse recurso extra do FGTS. O presidente da associação, Reinaldo Domingos, diz que esse dinheiro que estava protegido deve continuar guardado, e servir como uma garantia futura. Segundo o especialista, mesmo que hoje a conta tenha o valor de um salário-mínimo, daqui a 30 anos esse valor pode render uma boa quantia para, por exemplo, complementar a aposentadoria.

O presidente da associação dos educadores financeiros diz que para acabar com as dívidas, o mais adequado seria mudar o padrão de vida para que o dinheiro caiba no orçamento.

O especialista explica que o dinheiro deve sim ser sacado, mas não para colocar em uma conta-corrente, e sim para aplicar – seja na poupança, no tesouro direto ou numa previdência complementar. O Ministério do Planejamento vai divulgar a partir de fevereiro do próximo ano as datas para o trabalhador sacar o dinheiro das contas inativas do FGTS. Os dias dos saques serão divididos pela data de nascimento dos beneficiários.

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