Brasil

‘Completamos nosso 1º ano com a certeza de que estamos no caminho certo’, diz Temer

Foto: Marcelo Casal JR

O presidente da República, Michel Temer, afirmou nesta sexta-feira, 12: “com certeza mais que absoluta (…) estamos no caminho certo”. Em discurso no Palácio do Planalto, ele lembrou que hoje completa-se um ano de seu governo. “Estamos chegando no final de uma longa recessão. Preparamos o País agora para uma nova fase de mais crescimento”, afirmou o presidente, durante cerimônia de balanço e comemoração do primeiro aniversário de seu governo.

Temer qualificou o atual momento do País como o de “democracia da eficiência” e disse que o governo leva adiante a “importantíssima” agenda de reformas. “Reformas, convenhamos, que nasceram bem antes, com o documento ‘Uma Ponte para o futuro’, que tem conteúdo programático para o Brasil”, afirmou.

Temer afirmou que, para colocar em prática a proposta do documento, era preciso colocar o País “em ordem”. “Vocês se lembram da situação de um ano [atrás]: rombo bilionário em contas públicas, desemprego preocupante, inflação galopante e juros absurdamente altos”, enumerou. “Era preciso também estabelecer o diálogo, que antes não havia. Foi dessa ausência de diálogo que decorreu a dificuldade de governar. Faltava entrosamento entre Executivo e Legislativo. Faltava pacificar o País”, acrescentou Temer. “Não queremos brasileiros contra brasileiros. Queremos pacificar o País.”

Temer afirmou ainda, ao analisar a política econômica, que “quem gasta sem responsabilidade terá certos problemas para colocar comida na mesa e os filhos na escola”.

Reformas

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, diz que o resultado do primeiro ano de trabalho do governo Michel Temer já começa a aparecer na economia. Ao citar indicadores que começam a melhorar, o ministro diz que a reação acontece porque “o governo está enfrentando as questões”. “Primeiro, a fiscal. Depois, a produtividade”, disse em cerimônia para comemorar o primeiro ano do governo no Palácio do Planalto.

No discurso, o ministro lembrou que, além das reformas estruturais, o governo anunciou uma ampla lista de medidas para desburocratizar a economia, facilitar o registro de companhias e o crédito. “São medidas que atingem todos os setores da economia. Com crédito mais barato, o custo de produzir será menor. Isso levará a aumento dos salários e renda”.

Meirelles voltou a citar como exemplo o prazo para abrir e fechar uma empresa que atualmente é de 101 dias em São Paulo. “Estamos implementando um processo para uma mudança em todos os níveis. A meta será atingir 7 dias e, no fim do processo, 3 dias”, disse. Para o ministro, essa estratégia fará com que a capacidade de crescer do Brasil aumente para patamar superior à média histórica.

“Isso é conquista fundamental para um ano. O Brasil está mudando em um ano mais que mudou em décadas”, disse Meirelles. “A economia estava em descontrole em várias áreas” completou o ministro, ao citar aumento da inflação, piora do emprego e deterioração das contas públicas como exemplo. “A inflação que atingiu 9,28% em maio de 2016 e agora estamos com 4,08%, abaixo da meta. Portanto, nós temos um País que começa a trabalhar, volta ao normal e volta a produzir”.

Meirelles deu como exemplos da recuperação econômica o aumento do consumo de energia e aço em torno de 20% no primeiro trimestre e a alta de 24% no licenciamento de veículos no mesmo período, repetindo os dados presentes em seu discurso na quarta-feira em São Paulo. Outro exemplo dado por Meirelles é a safra recorde de grãos que “surpreende até os mais otimistas” e o resultado fiscal do ano passado que apresentou déficit menor que a meta. “Isso é produto de confiança de que o governo está trazendo para a economia”, disse.

“Portanto, foi um ano de muito trabalho, mas que os resultados já estão aí. Presidente, parabéns a todos e vamos em frente”, disse Meirelles.

Já o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, citou uma série de ações que foram tomadas pela Pasta no primeiro ano de governo Michel Temer. Padilha citou prioridades que foram identificadas pelo governo, que foram definidas para “garantir as principais entregas do governo até 2018”.

Entre as prioridades, Padilha citou o eixo econômico, o eixo de infraestrutura e o eixo de gestão. “Nos grandes eventos, trabalhamos na coordenação do governo federal na Olimpíada, que fez com que o mundo tomasse conhecimento de um novo Brasil”, citou. “98% dos turistas que visitaram Brasil manifestaram interesse de voltar.”

Padilha citou ainda a coordenação, feita pela Pasta, das ações de combate ao mosquito transmissor da dengue, e lembrou de uma das atuais preocupações do governo, que é a infiltração do País via Venezuela. Este assunto, de acordo com Padilha, tem preocupado o presidente Michel Temer.

Para o futuro, Padilha elencou medidas que serão implantadas, para fazer com que o País “se torne próspero e gere empregos”. Entre as medidas, estão a implementação das recomendações do Conselhão, a implementação de reformas e de novos marcos regulatórios – como o da mineração, a lei ambiental e nova lei de saneamento.

“Estamos cuidando de novas medidas para que o governo e a própria sociedade possam participar de ações de nosso governo. Conseguimos aqui sintetizar o que é o trabalho da Casa Civil”, finalizou.

Com informações Agência Estado

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