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Estudantes do RN ganham prêmio internacional em feira de engenharia nos EUA

Os estudantes fizeram história na última semana (Foto: Divulgação)

Os estudantes Marcelo Abraão e Beatriz da Costa da Escola Estadual João de Abreu do município de Baraúna/RN, fizeram história na última semana e levaram os nomes do Brasil e do Rio Grande do Norte para o mundo.

Os jovens participaram e foram premiados na Feira Internacional de Ciências e Engenharia (Intel/ISEF) que aconteceu em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Os alunos de Baraúna conquistaram o primeiro lugar no prêmio de inovação da USAID (United States Agency for International Development) na Feira apresentando um projeto de painéis ecológicos produzidos a partir do sabugo do milho.

Esse projeto foi desenvolvido a partir da curiosidade dos estudantes e começou a ser apresentado nas feiras locais e na Feira de Ciências do Semiárido que acontece anualmente na Ufersa em Mossoró. Foi a partir daí que a dupla conseguiu a credencial para participar da feira americana.

A orientação do projeto, desde o início, foi da professora Priscilla Rodrigues da própria Escola João de Abreu, mas foi nos laboratórios do IFRN e, principalmente, da Ufersa que o projeto foi aperfeiçoado e ganhou mais base científica a partir das normas internacionais.

O professor Vinícius Castro, da área de tecnologia da madeira do curso de Engenharia Florestal, fez uma espécie de consultoria aos estudantes corrigindo de forma técnica o projeto do sabugo.

Segundo o professor, a primeira informação é que a iniciativa desenvolvida pelos estudantes não usa uma madeira ecológica e sim um painel feito a base de resíduos agrícolas. O professor aprovou a forma como os alunos usaram o sabugo para confeccionar o material e diz que o projeto pode ser uma boa alternativa de uso para esse resíduo que há em abundância em praticamente todo o país devido a alta produção de milho.

Ainda de acordo com Vinícius, o projeto dos estudantes de Baraúna também chama atenção pela prensa artesanal que eles desenvolveram para produzir os painéis. Eles adaptaram um banco de madeira, o conhecido tamborete, com parafusos para se chegar ao painel. Outra curiosidade do projeto é que os alunos fizeram os testes praticamente sem conhecimento das normas técnicas.

E mesmo não conhecendo profundamente essas normas, eles conseguiram testar os painéis com as mesmas referências utilizadas pelos europeus, explicou o professor.

“Os alunos desenvolveram um trabalho, uma atividade de um Engenheiro Florestal”, comentou Vinícius já torcendo que Marcelo e Beatriz possam se tornar estudantes da Ufersa e assim venham a aperfeiçoar ainda mais o projeto. Marcelo e Beatriz estão no Ensino Médio e devem chegar a Faculdade nos próximos anos.

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