Cotidiano

Atiradores do TG garantem segurança nos disparos do Chuva de Bala


Um dos momentos mais esperados e de maior emoção do espetáculo Chuva de Bala é o confronto entre o bando de Lampião e os resistentes mossoroenses. De toda sonoplastia usada na cena, o som dos disparos das armas é de arrepiar qualquer espectador. Para garantir esse momento, a encenação conta com o suporte dos atiradores do Tiro de Guerra 07-010, que são os responsáveis por deixar o confronto ainda mais real.

De acordo com o auxiliar de instrução do TG, Cabo Martins, que participa do espetáculo desde 2006, a Secretaria Municipal de Cultura solicita ao Tiro de Guerra a participação dos atiradores para garantir a segurança no manuseio das armas utilizadas na apresentação. “O diretor do espetáculo quer deixar mais realista em relação ao armamento e por isso nós usamos os fuzis utilizados pelo exército brasileiro.”, explica Martins, acrescentando que aqui em Mossoró só quem pode manusear essas armas são a Polícia Militar e o Tiro de Guerra, por terem treinamento especializado.

A munição utilizada durante as apresentações é a de festim, que diferente da munição real não possui projétil, apenas uma quantidade menor de pólvora. Ao ser disparada gera barulho semelhante a um disparo real. Segundo o atirador Ferreira, cada membro é responsável pelo seu fuzil, “são doze armas que têm uma numeração específica para cada um de nós, que fica sob nossa responsabilidade durante o espetáculo até serem recolhidas pela PM”, aponta.

O atirador Gomes foi um dos voluntários na apresentação e para ele esse momento está sendo inesquecível. “Apesar dos ensaios serem cansativos, quando acaba o espetáculo e nós somos aplaudidos percebemos o quanto essa experiência é única”, destaca.

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