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Em congresso marcado por divergências, PT escolhe novo presidente do partido

Foto: Daniel Teixeira/Estadão

A senadora Gleisi Hoffmann (PR) deve ser eleita neste sábado 3 presidente nacional do PT em um congresso marcado por divergências em relação aos rumos do partido no rastro da maior crise de sua história.

Líder do PT no Senado e ré na Lava Jato, Gleisi é a candidata do grupo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e concorre com o senador Lindbergh Farias (RJ), apoiado por correntes mais à Esquerda.

A disputa para a sucessão de Rui Falcão evidenciou o racha no PT durante a apresentação de propostas das correntes para uma possível candidatura de Lula ao Palácio do Planalto, em 2018. Sem fazer um acerto de contas com quem cometeu irregularidades nem o inventário de seus erros, o 6.º Congresso Nacional do PT minimizou as denúncias de corrupção e culpou a política econômica adotada no segundo mandato de Dilma Rousseff pela crise que levou ao impeachment. A bandeira das “diretas já” e a não participação do PT em eleições indiretas, caso o presidente Michel Temer seja deposto, foram os poucos pontos de consenso.

Ao abrir o encontro petista, na noite de quinta-feira 1°, Lula deu uma bronca nos correligionários ao dizer que as correntes do partido precisam “falar para fora” e não se engalfinharem por assentos na Executiva. Além disso, o ex-presidente disse esperar a eleição de Gleisi, que deve fazer cerca de 60% dos votos.

Com informações Agência Estado

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